Alfredo Lopes faz um balanço de sua gestão no Rio CVB

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Alfredo Lopes esteve à frente do Rio Convention & Visitors Bureau nos últimos dois biênios da entidade: 2013 a 2017. Neste mês de maio, o hoteleiro deixou o cargo e a empresária Sonia Chami assumiu em seu lugar. Lopes continua como conselheiro do Rio CVB.

Durante a sua gestão, o Rio de Janeiro foi uma das cidades sede da Copa do Mundo de 2014 e dois anos depois recebeu seu maior desafio: as Olimpíadas. Confira na entrevista o balanço da gestão de Lopes, suas maiores conquistas e desafios.

hotelnews: Qual o balanço de sua gestão à frente do Rio CVB? O que vocês não conseguiram conquistar?

Alfredo Lopes: Transformamos o Rio Convention & Visitors Bureau em uma organização que vai muito além do institucional e representa hoje uma verdadeira câmara de comércio, que trabalha na geração de negócios para nossos mantenedores. Adotamos, desde os primeiros dias (2013), uma postura de olhar para o futuro. Enquanto todos estavam ainda efusivos com a escolha da cidade como sede para as Olimpíadas, nós já estávamos bem à frente e realizamos o seminário Rio 2017, “Um Futuro de Oportunidades”. Ano passado, demos um novo passo à frente e lançamos o Rio 2020, mapeando oportunidades de negócios para os próximos anos, dentro do planejamento estratégico de transformar o Rio de Janeiro na capital mundial de eventos. Conquistamos respeito perante o mercado, o que nos abriu muitas portas. Destaco a parceria com a Riotur; com a RIOgaleão; a parceria com as companhias aéreas; a união das estruturas de convenções disponíveis na cidade, entre outras. O Rio CVB ainda tem muito trabalho pela frente, mas posso dizer com tranquilidade que a base foi construída com solidez. Muitos planos exigem mais tempo. É o caso de um projeto em andamento para a criação de um programa de captação de eventos inspirado no modelo já aplicado em Singapura, que oferece facilidades e estimula a realização de eventos e congressos no destino.

hotelnews: O Rio de Janeiro foi sede das Olimpíadas e uma das cidades que receberam jogos da Copa do Mundo. Como você avalia esses jogos? O Rio de Janeiro conseguiu atender de forma eficiente os turistas nacionais e estrangeiros?

AL: Sem dúvida conseguimos atender de forma eficiente os nossos visitantes. Hoje, colhemos alguns frutos que podem ser vistos no processo de captação de eventos esportivos e que utilizarão o equipamento olímpico. Trabalhamos duro pela ativação do legado esportivo, com mais 26 eventos em fase de captação só neste segmento. Nosso foco é transformar o Rio na capital mundial do esporte e acredito que estamos no caminho certo.
hotelnews: O mercado costuma dizer que é necessário aumentar o número de eventos para captar mais turistas para as cidades. Isso ocorre no Rio de Janeiro? A cidade precisa de mais eventos?

AL: O apelo turístico do Rio de Janeiro é o um grande aliado na captação de congressos, feiras e convenções. Os organizadores do setor já sabem que promover um evento no Rio é garantia de que haja 20% a mais de congressistas inscritos, já que muitos costumam prolongar a sua estada para conhecer os atrativos da cidade. Muitos trazem suas famílias para aproveitar o destino durante os momentos de lazer, aumentando as estáticas dos visitantes deste segmento (lazer). Com isso, a captação de congressos e eventos tem um papel fundamental para equilibrar o turismo de lazer e de eventos do Rio de Janeiro, principalmente na baixa temporada.

hotelnews: De que forma o Rio CVB trabalha com a hotelaria carioca?

AL: O segmento hoteleiro é um dos principais mantenedores do Rio CVB. Como presidente também da Associação de Hotéis do Rio posso dizer que a hotelaria prestigiou fortemente a nossa gestão e as duas entidades somaram forças. A participação da rede hoteleira dobrou nos últimos anos, o que comprova a importante atuação da entidade em prol dos interesses do empresariado turístico carioca. Regularmente, promovemos ações que destacam e promovem a hotelaria do Rio no mercado nacional e internacional, como os roadshows, workshops, reuniões, participações em eventos turísticos em formato de cooperado, entre outros. A colaboração da hotelaria é fundamental para a manutenção do Rio CVB, como é o caso da arrecadação do room tax. O valor arrecadado permite a entidade produzir o material promocional do destino, tanto para o visitante de lazer quanto para o de negócios; articular facilidades e descontos para os futuros visitantes; ajudar no processo de captação de eventos para a cidade e na participação de feiras e convenções que promovam o Rio de Janeiro no Brasil e no exterior; entre outros. Ao longo destes anos, verificamos que hotéis associados ao Rio CVB vêm contribuindo regularmente para a taxa de room tax, com uma maior conscientização da importância da taxa e, com isso, um maior comprometimento. A taxa também é um dos assuntos permanentes dos fóruns Comercial e de Recepção, ambos promovidos pela Associação de Hotéis do Rio. Procuramos, também, estar presentes em eventos que debatam o assunto, além de associados a entidades que buscam representar e defender os interesses dos conventions, entre eles a UNEDESTINOS.

Fonte: Revista Hotel News